A Administração da SEFAZ, ao invés de nos procurar para negociar a pauta de reivindicações da greve, decidiu mandar um email, via CRH, para todos os servidores da Fazenda com ameaças veladas.
Com isso, fica claro que:
1) Finalmente a administração percebeu que sem o trabalho dos Analistas a SEFAZ não anda;
2) Gestores que estavam ameaçando, intimidando verbalmente não conseguiram conter o movimento e tiveram que escalar, pedindo ajuda a alta administração pra tentar conter um movimento legítimo e crescente;
3) A Administração da SEFAZ não está informada sobre o nosso movimento de greve e está ignorando a palavra dada pelo governador Dorneles aos grevistas no sentido de não haver corte de ponto e perseguições;
A ANAFERJ está documentando todos os atos de intimidação, assédio moral e ameaças feitas por gestores para entregar pessoalmente ao governador no próximo dia 27 e para tomar as medidas cabíveis, protegendo os Analistas e responsabilizando os autores.
Durante a gestão do secretário Júlio Bueno a ANAFERJ procurou a negociação por diversas vezes. Foram 4 reuniões onde foram apresentados estudos técnicos e de impacto e apresentado embasamento jurídico das demandas. Nunca houve resposta. Quando procurávamos novamente, a resposta é que não havia dinheiro. Mas sempre havia dinheiro para outras carreiras e outros projetos. Nunca para os Analistas.
Quando se esgotam as negociações e a administração não quer conversar, nem ceder, o que sobra para o trabalhador? O direito constitucional de greve.
Algumas questões:
Porque somos a carreira com a menor remuneração da SEFAZ? Porque a lei da RETAF não é cumprida pela Fazenda? Porque o estado recolhe a UFIR de R$ 3 e nos paga 2,50? Porque outra carreira tem auxílio Alimentação e Transporte e a gente não tem? Porque não temos nenhum Analista nos conselhos da SEFAZ? Porque a administração avisada do movimento grevista em 11 de março, ainda não nos procurou pra negociar?
Isso o email do CRH não explica..
Durante reunião entre o Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Estado do Rio (Muspe) e o governador em exercício, Francisco Dornelles, ficou a promessa, por parte do governo, de não cortar pontos de grevistas enquanto houver negociações para o fim de paralisações de determinadas categorias.
Essa promessa foi festeja pelos servidores. Muitos alegam que estão sob assédio de gestores e corporações. Dornelles garantiu que o direito de greve será respeito e ainda solicitou ao Muspe que envie sugestões para o fim da crise. Hoje, os servidores que aderiram à greve de suas categorias estão recebendo código 61 (falta por greve). O código 30 (falta) não está sendo aplicado.
Segundo líderes do Muspe, a reunião que aconteceu com Dornelles na noite de quarta-feira por pouco não foi cancelada. Na terça, o movimento foi informado de que a realização de um panelaço organizado por aposentados, em frente ao Palácio Guanabara, faria com que a reunião fosse cancelada. O protesto aconteceu, mas a reunião acabou mantida. Foi o primeiro encontro de Dornelles com os servidores desde o início da crise.


