quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O servidor não tem que pagar por essa farra

O governador, antes de fazer o dever de casa e cortar custeio de forma honesta e corajosa, quer aumentar a contribuição do servidor ativo de 11 para 14%.


Se levarmos em conta que estamos em um momento de inflação alta e não tivemos reposição dessa perda do poder de compra, é um mecanismo de redução salarial. Ou seja o nosso combalido salário é que vai pagar o rombo das aposentadorias aos 50 anos idade de algumas carreiras ou os salários astronômicos e sem teto de outras. Pra piorar, a atual administração não cumpre o seu dever legal de atualizar a nossa Retaf pela UFIR do ano vigente. Com isso, nossa perda é de 21% de vencimento nos últimos 2 anos.


Uma auditoria feita no executivo, já achou quase 5 mil benefícios pagos irregularmente. Se pensarmos nos anos que esses benefícios vem sendo pagos e quantos milhões já foram gastos de forma irresponsável...


E ainda falta auditar as aposentadorias do TCE e TJ...

Dia 3 estaremos na Alerj contra a redução salarial que o estado planeja fazer.



Informe do Dia – Eugênia Lopes (Dia, p.2)

- Auditoria - Devassa feita pelo Rioprevidência detectou irregularidade no pagamento de 4.804 benefícios. Mais da metade das fraudes trata da acumulação indevida de cargos no serviço público. Também foram descobertos 434 casos de recebimento ilegal de duas aposentadorias e 309 servidores que estavam aposentados por invalidez e continuavam trabalhando, recebendo outro salário.
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- Acúmulo - O Rioprevidência ainda encontrou 149 filhas solteiras de ex-servidores que recebiam também pensão por morte de ex-marido.

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Firjan vai à justiça contra as leis que aumentam tributos

- Firjan vai à Justiça contra leis que aumentam tributos (Globo, p.12) / Entidade considera inconstitucional o pacote que cria taxas e eleva alíquotas *Destaque também no Jornal do Commercio - A Firjan disse ontem que entrará na Justiça para derrubar o pacote de aumento de impostos aprovado pelo estado na Alerj em dezembro. Para a entidade, são inconstitucionais as leis que criam a Taxa Única de Serviços Tributários da Receita Estadual e as taxas de fiscalização de Petróleo e Gás e de Energia Elétrica, além de aumentar a alíquota do Fundo Estadual de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais (FECP). As medidas valerão a partir de março. 
Em nota, a entidade diz que as taxas têm finalidade meramente arrecadatórias e ferem as constituições estadual e federal. A Firjan deve entrar com uma representação de inconstitucionalidade no TJ-RJ para questionar a Taxa Única de Serviços Tributários da Receita Estadual. Além disso, pretende solicitar à CNI, que representa o setor em âmbito nacional, que questione as taxas de Fiscalização de Petróleo e Gás e de Energia por meio de uma Adin no STF. 
Para o gerente de Ambiente de Negócios e Infraestrutura da Firjan, Guilherme Mercês, a alta de impostos pode agravar a situação econômica estadual e aprofundar a inadimplência de empresas. Ele estima que as medidas representem um impacto de R$ 19 bilhões sobre as empresas e a população. Mercês calcula que, se os impostos fossem pagos pelos 16 milhões habitantes do estado, cada um arcaria com R$ 100 mensais ou R$ 1,2 mil anuais: “Essas medidas não vão resolver o problema das contas do governo. Terminamos 2015 com mais de 180 mil demissões no estado”. 
Em nota, o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, afirmou que as medidas resultam no desestimulo às atividades formais, podendo gerar perda de arrecadação para o próprio estado. "Entendemos que o governo do estado está enfrentando uma crise fiscal gravíssima, mas penalizar um setor sobretaxado significa sufocar qualquer possibilidade de reação por parte da indústria do Rio", disse ele.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Contra o aumento do desconto do RioPrevidência





DOERJ de 27/01/2016



1) Exoneração Fazenda
2) Em meio a crise, governo gasta R$ 633.825,50 com restauração de mobiliário do Palácio. 
3) Remoção de servidor

Pág. 1
Secretaria de Estado da Casa Civil
ATOS DO SECRETÁRIO DE ESTADO CHEFE
DE 26 DE JANEIRO DE 2016
O SECRETÁRIO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL,
usando das atribuições que lhe foram conferidas pelo Decreto nº 40.644, de 08/03/2007,
RESOLVE :
EXONERAR, a pedido, ANDERSON DA SILVA ALVES, Auditor Fiscal da Receita Estadual de 2ª Categoria, ID Funcional nº 4365058-9, do cargo em comissão de Subinspetor, símbolo DAS-6, da Inspetoria Regional de Fiscalização - Duque de Caxias, da Inspetoria
Regional de Fiscalização do Interior, da Subsecretaria-Adjunta de Fiscalização, da Subsecretaria de Receita, da Secretaria de Estado de Fazenda. Processo nº E-04/067/05/2016.

Pág. 2
DESPACHOS DO SECRETÁRIO DE ESTADO CHEFE
DE 26 DE JANEIRO DE 2016
PROCESSO Nº E-12/001/1106/2014 - HOMOLOGO o procedimento referente à Concorrência CASA CIVIL nº 003/2015 que finalizaram na Ata de fls. 1000, ADJUDICANDO, em consequência, a contratação de PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE RESTAURO DE MOBILIÁRIO DE ÉPOCA DO PALÁCIO LARANJEIRAS - BUREAUX DU ROI E CARTONIER, a favor da empresa ATELIER HISTÓRICA DE ARQUITETURA E RESTAURO LTDA, com o valor global de R$ 278.825,50 (duzentos e setenta e oito mil oitocentos e vinte e cinco reais e cinquenta centavos).

PROCESSO Nº E-12/001/1105/2014 - HOMOLOGO o procedimento referente à Concorrência CASA CIVIL nº 004/2015 que finalizaram na Ata de fls. 669, ADJUDICANDO, em consequência, a contratação de PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE RESTAURO DE MOBILIÁRIO DE ÉPOCA EM ESTILO BOULLE DO PALÁCIO LARANJEIRAS, a favor da empresa ATELIER HISTÓRICA DE ARQUITETURA E RESTAURO LTDA, com o valor global de R$ R$ 355.000,00 (trezentos e cinquenta e cinco mil reais).
Id: 1931239

Pág. 7
Secretaria de Estado de Fazenda
SUBSECRETARIA GERAL
ATO DO SUBSECRETÁRIO-GERAL
DE 25.01.2016
REMOVE, A PEDIDO, MIRIÃ SOARES DA SILVA OLIVEIRA, datilógrafo, ID. nº 1955621-7, da Subsecretaria Adjunta de Fiscalização, da Subsecretaria de Receita, da Secretaria de Estado de Fazenda, para Representação da Fazenda, da mesma Secretaria. Processo nº E-04/067/10/2016.

Id: 1930948

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Cursos Gratuitos

Cursos gratuitos
A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgou o calendário com a oferta de cursos gratuitos a distância para 2016. Todas as oportunidades dão direito a certificado de conclusão. São 46 cursos divididos em nove áreas temáticas. A lista pode ser vista no site do Enap www.enap.gov.br/web/pt-br/a-distancia.
Aulas em gestão
Há cursos nas seguintes temáticas: Desenvolvimento de Pessoas; Gestão Orçamentária; Ética, Cidadania e Direitos Humanos; Gestão do Conhecimento; Gestão da Tecnologia da Informação e do Conhecimento; Gestão de Projetos Urbanos; Logística Pública; Processos; Planejamento e Gestão e Tecnologias e Educação.

Pezão cria lei para alterar a aposentadoria de servidor

26/01/2016                                                                                                                              
O Dia (RJ)                                                                                                                              
Pezão cria lei para mudar aposentadoria de servidor                                                        

Para aliviar o rombo nas contas do Estado do Rio, estimado em R$ 16 bilhões este ano, o governador Luiz Fernando Pezão enviará à Assembleia Legislativa proposta de lei com mudanças radicais no financiamento das aposentadorias dos servidores.O objetivo é reduzir a dependência dos royalties de petróleo e enfrentar, de vez, o déficit do Rioprevidência, de R$12 bilhões. As medidas devem garantir economia anual de R$ 13,5 bilhões. Parte atinge diretamente o bolso dos servidores ativos, aposentados e pensionistas, que terão de pagar contribuição de 14%em vez dos atuais 11%. O estado também aumentaria sua alíquota, de 22% para 28%. Pezão convidou uma equipe de jornalistas do DIA para expor,em detalhes, o pacotão de medidas chamado de ‘Rio sem petróleo’. Ele prevê que Judiciário e Legislativo serão responsáveis pelo recolhimento ao Rioprevidência de seus servidores.Hoje, o Tesouro Estadual ainda paga 3% dos 22% da contribuição patronal dos outros poderes.

“Vamos pensar no Rio além do petróleo. Se voltar a melhorar, a gente flexibiliza algumas regras. Se implementarmos tudo, o estado fica viável em momento de crise. Nenhum de nós tem a utopia de resolver tudo issoem2016”, argumentou Pezão. O pontapé para mudar o sistema previdenciário será dado no dia 2 de fevereiro, quando o projeto chega à Alerj para tirar a tranquilidade do Legislativo e do Judiciário, até agora poupados da maior parte dos sacrifícios impostos pela crise ao pessoal do Executivo. Pezão quer que o dinheiro que os demais poderes conseguirem economizar em um ano seja destinado ao pagamento de salários no ano seguinte, e não mais a bônus ou despesas extras. 

Segundo o presidente do Rioprevidência, Gustavo Barbosa, de 2007 a 2015 a folha de pagamento de aposentadoria e pensão cresceu 150%. Só no ano passado foram 10%, mesmo sem a concessão de reajuste salarial para a Educação, a categoria mais numerosa. Um dos problemas mais graves—e crescentes—é o das aposentadorias precoces. “As leis permitem que uma mulher se aposente com 25 anos de atividade. Tem servidor que passa mais tempo aposentado que trabalhando. Estamos chegando no momento em que, se aumentar o salário do professor, o impacto será maior na inatividade que na atividade.” Um exemplo: o Corpo de Bombeiros tem 113 coronéis ativos, 445 inativos e 19 pensionistas. Na Polícia Militar a relação é pior: há 117 coronéis ativos, 600 inativos e 65 pensões. Na Educação, que também tem regime especial, há 74.640 professores ativos, 66.730 aposentados e 5.513 pensões. Isso acontece porque a idade média de aposentadoria de professores é 54 anos. Na PM, as mulheres se aposentam, em média, aos 44 anos de idade; os homens, aos 49. Entre as áreas também privilegiadas estão a Defensoria Pública (aposentadoria aos 54 anos), o Tribunal de Contas do Estado (55 anos) e o Ministério Público (57 anos). O governo também quer a desvinculação das receitas de royalties de petróleo no cálculo da Receita Corrente Líquida. Atualmente, o estado paga ao governo federal13%desta receita. Pezão defende que o dinheiro dos royalties não entre no cálculo do débito com a União.
O governo quer auditar a folha de pagamento do Legislativo e do Judiciário e cortar pelo menos 20% de benefícios irregulares, a exemplo do que ocorreu como pente-fino realizado na folha do Executivo, quando foram excluídas pensionistas, filha maior e viúvas que não deveriam ter se casado. “Identificamos 7 mil pensões irregulares de filhas maiores. Já fizemos com Executivo e Legislativo. Faltam o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e oTribunal de Contas do Estado”, declarou Gustavo Barbosa, presidente do Rioprevidência. Segundo ele, somente os casos em que forem constatadas fraudes serão enviados para oMinistério Público. Quando o pente-fino ocorreu na folha do Executivo, mulheres chegaram a se dirigir às agências do Rio- Previdência com alianças e até mesmo cônjuges foram aos postos tirar dúvidas sobre o recadastramento. O estado também vai auditar as aposentadorias dos servidores em busca de rubricas que não são previdenciárias e que, portanto, não deveriam ser pagas na inatividade, como auxílio-moradia O governador Luiz Fernando Pezão quer uma união entre os poderes do estado para sanear as contas públicas. Este será o tom da negociação com a Assembleia Legislativa no início de fevereiro. “Precisamos da ajuda de todos. Não adianta só cortar (verbas) da Saúde, da Educação e cortar um dia de merenda escolar. Será que não dá para todo mundo dar as mãos, ceder um pouquinho e ajudar a fazer esta travessia para sair da crise?”, questionou Pezão. Um dos pontos do projeto que será enviado à Alerj prevê a Desvinculação de 50% das Receitas do Estado (DRE), até 2020, de todos os fundos de Administração Direta do Executivo e demais Poderes, e de todas as receitas próprias de Administração Indireta do Executivo, exceto empresas. Nesta conta entram, por exemplo, Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano), Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro) e FES (Fundo Estadual de Saúde).
“De cada R$ 100 que entram no caixa, de imposto, R$ 91 têm destino estabelecido. Com a desvinculação de receita, destes R$ 91 já comprometidos, parte a gente poderia usar para pagar pessoal. Só (da receita) do Tribunal de Justiça podem ser quase R$ 900 milhões, e isso é significativo para atravessar a crise”, explicou o secretário estadual de Fazenda, Júlio Bueno. Além disso, o governo quer utilizar os saldos financeiros dos poderes ao final de cada ano para compensar os novos repasses feitos no ano seguinte, algo que já acontece em todos os estados da federação, menos no Rio de Janeiro.
O lucro (superávit) registrado nos Fundos de Administração Direta do Poder Executivo, ao final de cada exercício, também migrariam automaticamente para o Tesouro Estadual, ajudando a equilibrar as contas públicas fluminenses. “Todo ano nós temos de repassar as receitas, normalmente otimistas, aos poderes, mas nem sempre elas são utilizadas na totalidade por cada órgão. Só que esta sobra do que é repassado pelo estado não volta para o Tesouro e acaba virando bônus dentro de cada um dos poderes. Precisamos rever isso para poder dar estabilidade financeira à sociedade, ao cidadão fluminense”, acrescentou Júlio Bueno.                                            


Notícias 26/01

- União entre os poderes é a solução para salvar o caixa, diz o governador (Dia, p.3) / Um dos pontos do projeto prevê a Desvinculação de 50% das Receitas do Estado até 2020 - O governador Luiz Fernando Pezão quer uma união entre os poderes do estado para sanear as contas públicas. Este será o tom da negociação com a Assembleia Legislativa no início de fevereiro. “Precisamos da ajuda de todos. Não adianta só cortar (verbas) da Saúde, da Educação e cortar um dia de merenda escolar. Será que não dá para todo mundo dar as mãos, ceder um pouquinho e ajudar a fazer esta travessia para sair da crise?’, questionou Pezão. 
Um dos pontos do projeto que será enviado à Alerj prevê a Desvinculação de 50% das Receitas do Estado (DRE), até 2020, de todos os fundos de Administração Direta do Executivo e demais Poderes, e de todas as receitas próprias de Administração Indireta do Executivo, exceto empresas. 
Nesta conta entram, por exemplo, Fecam, Faperj e FES (Fundo Estadual de Saúde). “De cada R$ 100 que entram no caixa, de imposto, R$ 91 têm destino estabelecido. Com a desvinculação de receita, destes R$ 91 já comprometidos, parte a gente poderia usar para pagar pessoal. Só (da receita) do Tribunal de Justiça podem ser quase R$ 900 milhões, e isso é significativo para atravessar a crise”, explicou o secretário estadual de Fazenda, Júlio Bueno. 
Além disso, o governo quer utilizar os saldos financeiros dos poderes ao final de cada ano para compensar os novos repasses feitos no ano seguinte, algo que já acontece em todos os estados da federação, menos no Rio de Janeiro. 

O lucro (superávit) registrado nos Fundos de Administração Direta do Poder Executivo, ao final de cada exercício, também migrariam automaticamente para o Tesouro Estadual, ajudando a equilibrar as contas públicas fluminenses. “Todo ano nós temos de repassar as receitas, normalmente otimistas, aos poderes, mas nem sempre elas são utilizadas na totalidade por cada órgão. Só que esta sobra do que é repassado pelo estado não volta para o Tesouro e acaba virando bônus dentro de cada um dos poderes. Precisamos rever isso para poder dar estabilidade financeira à sociedade, ao cidadão fluminense”, acrescentou Júlio Bueno.

Destaques das colunas:

Ancelmo Gois (Globo, p.10)

- 'Devo, não nego. Pago...' - O governador Pezão se reúne, hoje, com o desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, presidente do TJ, e Marfan Vieira, procurador-geral de Justiça do Rio. Vai dizer, como todo o respeito, que não tem dinheiro para pagar o Judiciário e o Ministério Público antes do dia 11 de fevereiro, como, de resto, todo o funcionalismo.
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- Como se sabe... - Em dezembro, o TJ conseguiu do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, decisão determinando que o governo estadual pagasse, no dia 30, os salários do Judiciário referentes ao mês de dezembro.

Servidor – Alessandra Horto (Dia, p.13)

- Judiciário receberá dentro do prazo - A Secretaria de Estadual de Fazenda repassou, na última sexta-feira, R$ 250 milhões para o TJ-RJ. O valor será utilizado para pagar a folha dos servidores do Poder Judiciário. Isso quer dizer que os recursos já estão em caixa e os salários devem ser pagos dentro do prazo, até o dia 30. Se isso acontecer, por mais uma vez, os servidores do Judiciário estadual vão receber antes do funcionalismo do Poder Executivo.
O salário de dezembro, pago em janeiro, só caiu na conta dos servidores do Executivo no dia 12 de mês, após mudança de calendário, que decretou o sétimo dia útil de cada mês para o pagamento. Já para o Judiciário, os depósitos foram feitos dentro do prazo, no dia 30 de dezembro.
Mas, na época, o Tribunal de Justiça precisou recorrer ao STF para que o duodécimo fosse repassado ao TJ, já que o estado alegou que não tinha dinheiro no caixa. Após liminar do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, os vencimentos foram pagos aos funcionários. A data de pagamento dos servidores do Judiciário não foi confirmada ainda, mas já tem estimativa para ser feito dentro do prazo.
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DOERJ de 26/01/2016


1) Criação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-RJ)
2) Nomeação na FAzenda
3) Designação de AFE e Licença Prêmio para AFE


ATOS DO PODER EXECUTIVO
DECRETO Nº 45.550 DE 25 DE JANEIRO DE 2016
CRIA O COMITÊ INTERINSTITUCIONAL DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (CIRA-RJ), E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais e constitucionais,
CONSIDERANDO:
- a necessidade de aumentar a integração entre os diversos órgãos do Estado do Rio de Janeiro que atuam na área ligada, direta ou indiretamente, à arrecadação, e
- a experiência de outros Estados da Federação na criação de órgãos interinstitucionais que criem essa sinergia,
DECRETA:
Art. 1º - Fica criado o COMITÊ INTERINSTITUCIONAL DE RECUPERAÇÃO DE ATIVOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CIRA-RJ, com a finalidade de propor medidas judiciais, administrativas e, quando cabíveis, de ordem legislativa, a serem implementadas pelos órgãos e instituições públicas que o integram, para o aprimoramento das ações e da efetividade na recuperação de ativos de titularidade do Estado.
Art. 2º - O CIRA-RJ tem a seguinte composição de membros natos:
I - o Secretário de Estado de Fazenda, que o presidirá e também exercerá a função de Secretário-Geral;
II - o Procurador-Geral do Estado;
III - o Secretário de Estado de Segurança Pública.
§ 1º - As autoridades enumeradas nos incisos I a III poderão designar até três membros titulares, com seus respectivos suplentes, para a participação nas reuniões ordinárias ou extraordinárias.
§ 2º - Os membros titulares serão substituídos, em suas ausências ou impedimentos, pelos seus respectivos suplentes.
§ 3º - Em suas ausências e impedimentos o Presidente será substituído pelo Subsecretário Executivo da Secretaria de Estado de Fazenda.
Art. 3º - Poderão participar do CIRA-RJ, como membros convidados, ou indicar seus representantes, mediante convênios, acordos de cooperação, ajustes ou outros instrumentos congêneres:
I - Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, do Ministério da Fazenda;
II - Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional - DRCI, do Ministério da Justiça;
III - Ministérios Públicos Estadual e Federal;
IV - Polícia Federal;
V - Receita Federal;
VI - outras instituições públicas e/ ou privadas, desde que comprovada a pertinência temática.
Art. 4º - Compete ao CIRA-RJ propor medidas técnicas, legais, administrativas, judiciais e, quando cabível, de ordem legislativa, que permitam prevenir e reprimir ilícitos fiscais, e que visem à defesa da ordem econômica e tributária, observados os seguintes objetivos:
I - recuperar bens e direitos obtidos ilegalmente, por meio de ações judiciais e administrativas, além daquelas que visem acautelar o patrimônio público;
II - promover ações que resultem na responsabilização administrativa, civil e criminal dos envolvidos;
III - promover e incentivar a repressão aos crimes contra a ordem tributária e a lavagem de dinheiro, com especial enfoque para a recuperação de ativos;
IV - identificar e apurar os crimes de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens;
V - incentivar o desenvolvimento de ações operacionais integradas entre os órgãos e instituições envolvidas, respeitado o planejamento de cada qual;
VI - elaborar e implementar planos de ação no âmbito das instituições e dos órgãos nele representados, desde que compatíveis com as suas áreas de atuação técnica, cujo cumprimento e avaliação de resultados serão acompanhados pelos membros natos;
VII - promover de forma integrada, encontros, seminários e cursos visando à valorização e aperfeiçoamento técnico de servidores dos órgãos e das instituições;
VIII - promover intercâmbio institucional com outros comitês interinstitucionais de recuperação de ativos (CIRA`s), por meio de troca de informações, encontros e reuniões periódicas;
IX - propor medidas estratégicas e técnicas que visem ao aprimoramento da legislação aplicável, bem como dos mecanismos administrativos e gerenciais no âmbito de cada órgão e instituição;
X - facilitar o fluxo de informações com as entidades mencionadas no art. 3º, com especial ênfase para o disposto no parágrafo único do art. 7º, incluindo o apoio técnico necessário à plena efetividade dos objetivos almejados com o presente Decreto.
Parágrafo Único - O exercício das competências de que trata o disposto neste artigo será deflagrada de ofício pelo Presidente do Comitê, ou a pedido de qualquer dos integrantes elencados no art. 2º.
Art. 5º - O CIRA-RJ reunir-se-á, ordinariamente, em prazo não superior a 03 (três) meses, mediante comunicação expedida aos seus membros, titulares e convidados, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias.
Parágrafo Único - O Presidente do CIRA-RJ ou o Secretário-Geral poderão convocar reuniões extraordinárias com a antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas.
Art. 6º - Em razão da especificidade da matéria tratada, das deliberações do comitê e da necessidade de que estas tenham efetividade, será constituído grupo operacional, coordenado pelo Secretário-Geral do CIRA-RJ, cujos representantes serão indicados pelos órgãos e instituições participantes do comitê.
Parágrafo Único - Compete ao Grupo Operacional o desenvolvimento de ações que visem à realização de qualquer um dos objetivos elencados ao longo do art. 4º desta lei, conforme definição do regimento interno.
Art. 7º - O Grupo Operacional do CIRA-RJ atuará sob o modelo de força-tarefa permanente, mediante a integração de seus membros, participando todos desde o planejamento operacional até a execução das medidas cabíveis administrativas, cíveis e criminais aplicáveis ao caso.
Parágrafo Único - A integração mencionada neste artigo se dará, sobretudo, de forma a que haja rápida troca de informação entre os membros participantes, inclusive, mediante o acesso aos sistemas disponíveis na Secretaria de Estado de Fazenda e na Procuradoria Geral do Estado, respeitando-se os limites do sigilo fiscal.
Art. 8º - O CIRA-RJ deverá ser comunicado de toda autuação fiscal ou processo judicial cível ou criminal de valor superior a 15 (quinze) milhões de UFIR-RJ, devendo cada agente individual comunicar oficialmente ao CIRA-RJ a existência de procedimento ou processo que se enquadre dentro do critério estabelecido.
Art. 9º - Os documentos produzidos no âmbito do CIRA-RJ deverão ser classificados de acordo com o que dispõe o Decreto 43.597 de 16 de maio de 2012, ficando sujeitos aos procedimentos ali previstos o acesso para terceiros, membros não integrantes do comitê.
Art. 10 - Os órgãos e entidades da administração pública estadual prestarão, em caráter prioritário e regime de urgência, toda colaboração solicitada pelo CIRA-RJ.
Art. 11 - Para a execução das medidas definidas pelo CIRA-RJ, além daquelas já  existentes, poderão ser firmados convênios, acordos de cooperação, ajustes ou outros instrumentos congêneres com órgãos e entidades da Administração Pública Federal, Estadual ou Municipal, e com outras instituições, na forma da legislação pertinente.
Art. 12 - A participação no CIRA-RJ, ainda que eventual, constitui serviço público relevante, vedada a remuneração de seus membros, ressalvada a indenização por despesas de passagens, alimentação, hospedagem, e outras verbas de natureza indenizatória, a cargo do órgão e da instituição de origem, quando se deslocarem no interesse do Comitê.
Art. 13 - Cada instituição arcará com o custo de sua participação no CIRA-RJ admitindo-se a utilização de mecanismos de descentralização orçamentária, em especial para iniciativas de interesse comum.
Art. 14 - O CIRA-RJ elaborará seu regimento interno, fixando as normas de seu funcionamento, e o aprovará por deliberação interna.
Art. 15 - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 2016
LUIZ FERNANDO DE SOUZA

Pág. 2
*O SECRETÁRIO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL EM EXERCÍCIO, usando das atribuições que lhe foram conferidas pelo Decreto nº 40.644, de 08/03/2007,
NOMEAR MARCELLO RIBEIRO DE BRITO para exercer o cargo em comissão de Secretário II, símbolo DAI-5, do Departamento Geral de Administração e Finanças, da Subsecretaria Geral de Fazenda, da Secretaria de Estado de Fazenda, anteriormente ocupado por Michel Alves de Oliveira, ID Funcional nº 4384705-6. Processo nº E-04/055/19/2016.
*Omitido no D.O. de 25/01/2016.
Id: 1930959

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DEPARTAMENTO GERAL DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS
ATO DA DIRETORA-GERAL
DE 22/01/2016
DESIGNA o servidor DIOGO DELANGE SANTOS DE ALMEIDA, ID Funcional nº 5018972-7, para responder como Encarregado pelos bens patrimoniais, da Subunidade Junta de Revisão Fiscal, em substituição ao servidor Sandro Muniz Correa, ID Funcional nº 5019073-3, com validade a contar de 01/01/2016.
Id: 1930685
DEPARTAMENTO GERAL DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS
COORDENAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO
DESPACHOS DA COORDENADORA
DE 25.01.2016
PROCESSO Nº E-04/438.829/1987 - JARA ZUZANA CANDIDO, Analista da Fazenda Estadual, Id. Funcional nº 1951235-0. CONCEDO 03 (três) meses de licença-prêmio, de acordo com o disposto no art. 19, VI, do Decreto-Lei nº 220/75, regulamentado pelo art. 129, do Decreto nº 2.479/79, relativa ao período base de tempo de serviço  apurado entre: 08/09/2010 a 06/09/2015.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Valor Econômico - Matéria sobre as medidas de "Responsabilidade Fiscal"


25/01/2016


Valor Econômico
Sem a fartura dos royalties, Estado tem de propor medidas de responsabilidade fiscal

Do Rio
A proposta de lei de responsabilidade fiscal que o governo do Rio vai enviar à Assembléia Legislativa expõe as torneiras que os 12 anos de fartura deixaram abertas no Estado. São 11 medidas nas áreas de previdência, despesas gerais e com pessoal. Muitas delas estão em vigor na maioria dos Estados, mas nunca foram adotadas no Rio.
A expectativa do governo é que a adoção do pacote tenha impacto positivo de R$ 13,5 bilhões ao ano. Esse efeito, porém, não deve ser sentido integralmente em 2016, porque nem o governo acredita na adoção imediata de todas as propostas. Em alguns casos, os ajustes terão que ser escalonados para preservar os limites prudenciais (tetos de gastos, por exemplo) já previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) federal, além da necessidade de negociação com os poderes e órgãos afetados.
"Temos que ver o impacto para eIes[LegislativoeJudiciário]evero tempo que precisam para se adequar. Claro que gostaria que fosse tudo em 2016 porque salvava o ano, mas é uma lei que perdura pa-
ra sempre", disse o governador Lui2 Fernando Pezão (PMDB).
Para o economista Mauro Osório, há espaço para rever alguns gastos. Ele cita o exemplo do Ministério Público, que tem 800 procuradores e um orçamento três vezes maior que o da Defensoria Pública, que também com efetivo de cerca de 800 defensores. No geral, diz, o gasto per capita do Legislativo e Judiciário do Rio é 60% maior que o de São Paulo.
Quase metade das medidas previstas refere-se ao financiamento da previdência dos servidores aposentados e pensionistas, que vinha sendo feito com royalties do petróleo. A maior parte delas da divisão de gastos entre os três poderes, já que hoje a responsabilidade recai quase apenas sobre o Executivo e as obrigações competem com Saúde, Educação e outras áreas prioritárias do orçamento estadual.
Uma das propostas é a cotização dos déficits da Previdência entre os poderes, o que já ocorre em quase todos os Estados. Outra é que a contribuição patronal passe a ser paga pelos poderes proporcionalmente ao número de servidores. Há também um pedido de reajuste
das contribuições patronais e dos servidores para a Previdência, que passariam de 22% para 28% e de 11% para 14%, respectivamente. "Nesse caso, temos que fazer um reajuste escalonado, porque há reflexo nos índices prudenciais dos outros poderes. Judiciário e Ministério Público estão perto do limite prudencial", explica Pezão.
Para o secretário de Fazenda, Júlio Bueno, se o Estado já tivesse adotado essas medidas, não estaria no atual "sufoco". Depois de perder 39% da receita de royalties em 2015 e com a perspectiva de mais queda, atribui o problema ao petróleo, mas diz que a lei pode ser o grande legado de Pezão.
Bueno ainda quer a desvinculação de receitas do Estado e vai tentar fazer com que os saldos e superávits dos poderes e de órgãos da administração direta retornem ao Tesouro estadual ao fim do exercício ou sejam abatidos no orçamento do ano seguinte. Para vincular as despesas às receitas, pede que as transferências aos poderes sejam ajustadas bimestralmente à Receita Corrente Líquida. Os reajustes salariais não poderão ultrapassar 70% do incremento da ROL (RB)


25/01/2016

Valor Econômico
"Não caiu a ficha das pessoas, o petróleo sumiu"

Claudia Schüffner, Renata Batista, Heloísa Magalhães e Rafael Rosas
Do Rio
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), tem ido sistematicamente a Brasília falar com a presidente Dilma Rousseff. Em busca de uma solução para a crise econômica do Estado, que fechou 2015 com déficit de R$ 16 bilhões, entrou em choque com o ex-colega de secretariado, o ex-ministro Joaquim Levy, assistiu esperançoso a chegada de Nelson Barbosa e apelou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para definir um imbróglio sobre a distribuição dos royalties e participações especiais.
Agora, enquanto administra um embate com o setor de petróleo, tenta negociar uma revisão das dívidas dos Estados. Se não sair por bem, diz, pode acontecer pela total incapacidade dos Estados de honrar o compromisso. Tudo isso enquanto tenta ajudar a presidente a barrar o impeachment com o apoio do PMDB do Rio.
Em entrevista ao Valor, Pezão disse que o déficit esperado para 2016 é também de R$ 16 bilhões como do ano passado. E não esconde o que espera: quer a solidariedade de todos — de Dilma, de Barbosa, do STF, da Petrobras, da Assembléia Legislativa do Rio —, em função do momento que o Estado está vivendo. "Ainda não caiu a ficha nas pessoas de que o petróleo sumiu", diz. "O Rio tem que ter tratamento especial. Parou tudo. A Petrobras, pra gente, tem importância vital. Essa parada que deu vai no coração da gente."
Se nada vier de Brasília, a esperança é o Projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado, que será encaminhado à Assembléia Legislativa no fim do recesso. O projeto divide gastos de pessoal e pre-videnciários com outros poderes, e expõe torneiras que ficaram abertas nos anos de fartura. Promete ser uma longa batalha. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Valor Quando o senhor sentiu que 2015 seria tão complicado?
Luiz Fernando Pezão: No primeiro trimestre de 2015. Não esperava que a economia fosse paralisar tanto e o preço do petróleo fosse despencar. Fizemos o dever de casa. Estávamos diversificando a economia, incentivando indústrias, mas parou tudo. Parou o petróleo, a siderurgia, a indústria automobilística, parou tudo junto. Não se tira uma dependência do petróleo num estalar de dedos. A presidente Dilma me contou que, em maio de 2015, no encontro do G-20, o Putin [Vladimir, presidente da Rússia] disse para ela que o petróleo iria cair a US$ 20.
Valor: Mas o Estado não gastou demais na gestão anterior?
Pezão: Não. Nossa demanda era muito grande. Ficamos muito tempo parados, dez anos sem pegar financiamento. Tinha muita coisa armazenada, estrangulada.
Valor E a Olimpíada,pesou?
Pezão: Muito pouco. Para o Estado, apenas o metrô. E o metrô para a Barra [da Tijuca} tinha que ser feito.. A Olimpíada foi um achado, porque conseguimos uma Unha do BNDES com 5 anos de carência e 30 para pagar.
Valor O Rio deixou a indústria petrolífera de cabelo em pé com o movimento para aumentar a arrecadação no setor. Isso pode afastar as empresas do Estado ?
Pezão: Falei muito com a presidenta Dilma, na terça-feira, quando ela esteve com o pessoal da Shell. Falei: 'Presidenta, olha o meu lado. Com essa taxa, estou me resguardando, ela está na noventena, não está implementada. Me ajude a votar [o mérito da liminar que suspendeu os efeitos da mudança na distribuição de royalties e participações especiais do petróleo aprovada no Congresso]'. Se eu tivesse conseguido fazer a operação do Rio-Previdência de antecipação dos royalties do petróleo, um 2015 sem problema algum e até com superávit. Mas o Banco do Brasil e a Caixa me cobraram 70%, porque não tenho a garantia dos royalties do petróleo, porque estou [recebendo] com liminar do STF. E se a gente perde em 2016, quando está previsto votar, como eu vivo sem o royalty de uma hora para a outra se não tiver algo que me restabeleça a receita?
Valor E o que ela respondeu ?
Pezão: Ela está preocupada. Tenho ido lá conversar sobre a vida do Estado. Preciso de ajuda. O Estado está se resguardando, mas como eu falei para ela, sou 'friendly' na atração de negócios. Fui o último governador a aumentar o ICMS porque acreditava que as coisas iriam melhorar. Preciso de receita, mas preciso muito mais de atividade econômica. Liguei hoje [quinta-feira, 21] para o Bendine [Aldemir Bendine, presidente da Petrobras] e falei a mesma coisa. Mas comprovamos que está errado o preço do barril de petróleo. Estamos sendo remunerados erroneamente.
Valor O setor diz que é avanço sobre a margem de lucro.
Pezão: Eu sei que o momento é horroroso, mas o Estado não pode perder receitas. Já falei com o IBP [Instituto Brasileiro do Petróleo], procurei o presidente da Shell [André Araújo] depois que ele esteve com a presidenta. Fiz propostas à Petrobras: se quiser capitalizar o RioPrevidência com o que for, aumentar imposto, retornar parte do tributo para ter atividade econômica, aceito qualquer coisa.
Valor O que a Petrobras sugere?
Pezão: Liguei para o Bendine hoje [quinta-feira]. Deixei a peteca
LEO PINHEIRO/VALOR
Governador Luiz Fernando Pezão: "Não esperava que a economia fosse paralisar tanto e o preço do petróleo despencar"
com ele. Se eles não querem taxa de refino, Lei Noel e não querem corrigir os preços, me dêem uma saída. Me ajuda no STF a ter a garantia dos royalties do petróleo porque isso melhora a performance desses títulos, dá segurança para os bancos fazerem as operações [de antecipação de receita]. Ele disse que vai ver como pode me ajudar. E vou para a presidenta colocar essas coisas todas. Tem que ter uma saída, não adianta só me estrangular. Será que o Tesouro não pode me dar um aval na operação? Eu não posso é'ficar aqui cortando só na Saúde. Cortei e vou ter que cortar mais ainda.
Valor O que o Ben Van Beurden, CEO da Shell, falou com a Dilma?
Pezão: A Dilma falou comigo antes e depois da reunião, preocupada com as nossas duas leis. Ele [Van Beurden] também se queixou de outras políticas do governo federal, de conteúdo local.
Valor Se alguém garantir que será derrubado no STF, o sr. desiste da taxação?
Pezão: Não é garantir que vai ser derrubado, mas deixar mecanismos ali que eu possa implementar a lei, se eu perder. E eu vou tranquilizá-los, vou recebê-los [as empresas]. Antes do fim de 2015, quando a lei estava sendo votada, recebi o presidente do IBP e falei pra ele: "Me tragam investimentos aqui pro Rio".
Valor O que o sr. está dizendo é que não necessariamente passa a valer dia 12 de abril, que na verdade o Rio quer ajuda para resolver o problema que parou no STF?
Pezão: A gente ainda vai regulamentar.
Valor A Petrobras está numa situação pior que a do Estado do Rio.
Pezão: Então abram os campos para outras empresas. Não falo do pré-sal, sim do pós-sal, dos campos maduros na Bacia de Campos.
Valor: Mas a Petrobras procura parceiros e não aparece ninguém.
Pezão: Vai aparecer. Na hora que disser que vai fazer, vão aparecer [parceiros].
Valor Como se lida institucionalmente com o STF num momento desses? O Rio está "atacando" uma indústria que tem sido uma salvação. É possível chegar no STF e dizer "porfavor, votem"?
Pezão: Estamos conversando. Já estive com o ministro [Ricardo] Lewandowski muitas vezes, com a ministra Carmen Lúcia.
Valor Por que está parado?
Pezão: Existe uma pressão muito grande para perdermos. A gente fica sempre no equilíbrio. E se a gente pressiona e perde?
Valor Como vocês estão administrando o dia a dia ?
Pezão: É dia a dia mesmo. O Júlio [Bueno, secretário de Fazenda] acorda às 4h, às 4h30 a gente começa a trocar e-mail. Dorme umas três a quatro horas.
Valor O déficit é de quanto?
Pezão: Para 2016, será de R$ 16 bilhões, com petróleo a US$ 40.
Valor E vocês pagam o funcionalismo este mês?
Pezão: Cada dia com sua agonia. Passamos o pagamento para
o sétimo dia útil. E é uma chiadeira. Conversei com o Fernando Pi-mentel [governador de Minas Gerais], que parcelou [os salários]. Renanzinho [Renan Filho, governador de Alagoas] já está pagando no 102 dia útil.
Valor: E o que tem de sinalização do governo federal? É viável renegociar as dívidas dos Estados?
Pezão: Estamos negociando, já levamos a proposta. Mas é difícil também para o Nelson [Barbosa, ministro da Fazenda]. O Joaquim [Levy, ex-ministro], conhecia e não fez. Acho que o Brasil não escapa da renegociação das dívidas [dos Estados]. A gente não agüenta 2016 igual a 2015, nenhum Estado no Brasil, nem São Paulo.
Valor: E a previsão do FMI é de um ano mais difícil.
Pezão: A gente tem que arranjar saída. Não tem outro instrumento. Também tem que discutir com urgência a previdência pública. Não fecha. Não quero praguejar contra o funcionário público, mas precisamos adaptar [a previdência] à nossa realidade.
Valor: E a saídas dependem da União, do STF, da Petrobras?
Pezão: Não. Tem uma lei que pode mudar o Rio e servir de exemplo para o país, a lei de responsabilidade fiscal estadual. Se fosse aprovada toda, resolveria nossos problemas de 2016. Eu não tenho a utopia de conseguir isso. Quem vai calibrar é a Assembléia. O legado que a gente quer deixar da nossa administração é a lei implementada, (leia reportagem abaixo)
Valor Qual a expectativa na Assembléia para uma votação dessas?
Pezão: Não é fácil, mas em um ambiente de crise, de falta de recursos, de saber que o Estado está cortando em áreas essenciais, é hora de somar junto. Precisamos da ajuda de todos.
Valor Em que a presidente Dilma tem ajudado o governo do Rio?
Pezão: Em tudo. Dívida, royalty do petróleo.
Valor Mas ela não pode fazer muito mais.....
Pezão: Não. Mas ela tem me ajudado. Dentro das possibilidades, ela tem tentado me ajudar.
Valor No que ela já ajudou ?
Pezão: Na questão da saúde, ela colocou mais 1.500médicos e enfermeiros no Rio. Se colocar mais mil, ficam em três hospitais federais que estavam com as emergências fechadas. Dentro das possibilidades, ela tem como me ajudar. Mas a gente tem que ter dinheiro para o custeio. Estou estrangulado ainda. Mas vai melhorar. E estou cortando. Com R$ 500 milhões transferidos pelo Eduardo [Paes, prefeito do Rio], acho que corto ainda uns R$ 700 milhões. Vamos melhorar.
Valor Cortar em quê?
Pezão: Vamos diminuir o escopo, mas sem reduzir o atendimento. Não vai ter mais internado na UPA [Unidade de Pronto Atendimento], que tem custo grande. Se tirar o doente internado, reduzimos gastos de R$ 800 mil em cada UPA.
Valor E a merenda escolar? Foi noticiado que havia escola sem merenda.
Pezão: Foi um dia só, para fazer uma racionalização.
Valor Não está cara a merenda das escolas do Rio?
Pezão: Não. Está barata. Se comparar com outros Estados, é uma das mais baratas. A gente recebe uma mixaria do governo federal e temos que complementai: Só de merenda- serão R$ 57 lhões por ano para 650 mil alunos. O governo federal dá R$ 0,30 e a gente dá R$1,10.
Valor. Passando para a política e a eleição para presidente do PMDB. Temer fica ou não na presidência do partido?
Pezão: O PMDB vai fazer reunião. Vamos receber o Michel [Temer] em fevereiro, aqui no Rio.
Valor É o seu candidato para presidente do PMDB?
Pezão: Tenho que esperar o partido, o [Jorge] Picciani, o [Sérgio] Cabral. Eu sou pato novo no partido. Tem lideranças maiores.
Valor Vocês vão apoiar o Leonardo Picciani na Câmara?
Pezão: Para mim não está dando pra colocar o termômetro nisso. O PMDB gosta dessas coisas. Sacode pra lá, sacode pra cã, mas chega na hora todo mundo se acerta. Não posso perder tempo com isso. Sinceramente, não dá.

Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos do Estado (Fasp-RJ) entra na justiça contra governador

23/01/2016

Extra (RJ)
Pezão é alvo de ação por atraso e novas datas (Servidor - Nelson Lima Neto)

NELSON UMA NETO (INTERINO)
nelson.lima.rpa@extra.inf.br
Servidor
Pezão é alvo de ação por atraso e novas datas
A Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado do Rio de Janeiro (Fasp-RJ) ingressou, na 8§ Vara de Fazenda Pública, com uma ação contra o governo estadual pelas manobras fiscais promovidas no fim de 2015, responsabilizando o governador Luiz Fernando Pezão pelas medidas. A Fasp-RJ, que representa 91 entidades, discute a mudança no calendário de pagamentos do funcionalismo—a partir deste ano, ativos, inativos e pensionistas receberão no sétimo dia útil do mês seguinte ao de referência — e cobra o depósito integral do 13Q salário para os servidores que não pegaram empréstimos consignados no Bradesco. Se desrespeitar a decisão, tanto o Estado quanto Pezão poderão ser multados. O pedido feito na ação foi de uma punição de R$ 100 mil por dia.
Segundo o advogado da Fasp-RJ, Carlos Henrique Jund, o estado terá 72 horas para contestar a ação após a intimação. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) informou que ainda não foi notificada sobre o processo.
— O Estado deveria se preparar para a crise e não punir o servidor. Fica nítida a irresponsabilidade — disse Jund.
A ação responsabiliza Pezão por manobras